Muita gente adia a análise por um motivo simples: não sabe o que vai acontecer na primeira sessão. Medo de não saber o que falar, de ser julgado, de ter que contar tudo de uma vez. Vamos desmontar isso.

A primeira sessão não é uma prova

Você não precisa chegar com o problema organizado. Não precisa ter um roteiro. A análise começa exatamente de onde você está — confuso, cansado, com raiva, sem saber nomear o que sente.

O meu trabalho, nesse primeiro encontro, é escutar. Entender o que trouxe você até aqui, o que se repete na sua vida e o que você já tentou fazer sozinho.

O que acontece, na prática

Você fala. Do jeito que conseguir. Às vezes começa pelo sintoma — a ansiedade, a insônia, o relacionamento que desgasta. Às vezes começa por uma história que parece não ter nada a ver. Tudo tem a ver.

Eu escuto e pergunto. Não para preencher um formulário, mas para perceber onde a sua fala tropeça, onde ela se repete, onde ela silencia.

Combinamos o enquadre. Frequência, horário, duração. O enquadre não é burocracia — é o que sustenta o processo.

O que levar para uma sessão online

  • Um lugar reservado, onde ninguém escute.
  • Fone de ouvido e internet estável.
  • Cerca de 50 minutos sem interrupções.
  • E a disposição de falar sem editar.

Se ainda tem dúvida sobre o formato, leia Análise online funciona? Como escolher um psicanalista.

Como eu conduzo

A tradição psicanalítica é a base; o sujeito é o centro. Isso significa que não aplico uma fórmula. Escuto você — sua história, seu corpo, suas relações, seu cotidiano, aquilo em que você acredita — e é a partir daí que o trabalho se constrói.

Não existe promessa de cura em uma sessão. Existe algo mais honesto: a chance de, pela primeira vez, escutar o que você mesmo diz.

O primeiro passo é o mais difícil

Quem chega à primeira sessão já fez a parte mais dura: admitiu que do jeito que está não dá mais. O resto se constrói, sessão a sessão. Se você está se perguntando se é a hora, veja os 7 sinais de que é hora de procurar um psicanalista.